domingo, 17 de maio de 2015

A interação humana e algumas de suas perspectivas

O texto a ser comentado hoje é um pouco extenso em questão de conteúdo, pois aborda várias perspectivas da interação humana, como por exemplo, como conhecemos as pessoas que interagimos, como influenciar pessoas, nossos sentimentos prós e contra objetos sociais e por que somos agressivos e quando ajudamos os outros. 
Iremos começar pelo tópico que nos pergunta: como conhecemos as pessoas com as quais interagimos? Então, como seres humanos, ao conhecermos uma pessoa, a colocamos em um "grupo" que defina o que eu acho dessa pessoa. Isso é chamado de teoria implícita de personalidade. Ou seja, eu crio grupos que definem que as pessoas pertencentes a esse grupo tem características parecidas. Segundo os psicólogos isso se chama esteriótipo. E nós sabemos muito bem dividir as pessoas em esteriótipos, como vemos na imagem ao lado. Nós fazemos isso, muitas vezes através de brincadeiras entre amigos, mas que expressam o nosso pensamento por tal grupo social.
Mas para percebermos as pessoas a nossa volta, segundo a psicologia, temos várias etapas, onde essas etapas precisam que nossos sentidos estejam bons e as condições ambientais também estejam boas. Segundo Fritz Heider, as pessoas costumam culpar os fatores internos (personalidade etc) das outras pessoas quando as mesmas agem de forma reprovável ou errada. Já quando a própria pessoa age de forma errada, ela culpa fatores externos (o contexto, outras pessoas). Isso nenhum de nós pode dizer que é mentir, basta nós olharmos pra nossas atitudes diárias, eu mesmo já fiz isso muitas vezes, admito. Para comprovar que fazemos isso temos o outro lado da explicação, como quando temos êxito em algo, quando temos sucesso nós atribuímos esse sucesso as nossas próprias qualidades, ou seja, temos um tendencionismo auto-servidor, ou seja, ao meu ver quer dizer que adequados o sucesso ou insucesso de nossas ações ao que nos fará sentir melhor, pois quando temos sucesso atribuídos as nossas qualidades, é mérito nosso, e quando erramos e culpamos as externalidades, aquilo não nos pertence.
Assim, é afirmado no texto e eu concordo plenamente que, nós fazemos a maioria das atribuições baseadas no que queremos ver, ou seja, elas são afetadas por erros e nossas tendências.
No texto temos uma "fórmula" de sabermos se o fato da ação foi interno ou externo. Nessa fórmula temos que ter o consenso, a consistência e a nitidez. Quando tempo alto consenso, alta consistência e alta nitidez com a sociedade, a causa é atribuída a um fator externo pois o social quem influenciou a ação. Já se o oposto acontecer é porque a causa foi um fator interno, pois a pessoa não foi coagida socialmente a agir assim, ela agiu de tal forma porque é algo dela, interno a ela.
Passando para o tópico seguinte, o que nos mostra como influenciamos as pessoas ou somos por elas influenciados. É dito que estamos constantemente tentando mudar o comportamento alheio, e é extremamente verdade ao meu ver. Quando meus irmãos ou amigos fazem algo que julgo errado eu tento uma intervenção de que aquilo não está certo e que deveria ser feito de outra forma, ou seja, estou tentando influenciar a pessoa a fazer o que eu julgo certo. E nós temos a influência social, que todos sabemos que cada sociedade tem uma e por isso cada povo tem características marcantes diferentes uns dos outros.

Na base de toda influência está o poder, pois o poder caracteriza uma influência potencial, ou seja, com aquele poder aquela pessoa tem o potencial de provavelmente influenciar a pessoa que ela tem poder sobre. Nessa questão de poder, nós temos vários tipos. São eles o poder de coerção, de recompensa, de referência, de conhecimento, legítimo e de informação. Cada poder funciona de uma forma, o de coerção é quando uma pessoa tenta coagir a outra de alguma forma; já o de recompensa se dá algo para a pessoa agir de tal forma; de referência é quando a pessoa que detêm poder sobre a outra é visto como referência a ser seguida; de conhecimento que é quando a pessoa tem mais conhecimento daquilo que você, logo você a obedece; legítimo é aquele dito como autoridade, e nos é passado sua legitimidade nossa vida toda; e por fim o poder de informação, o qual é o que se utiliza da informação sobre tal tema para convencimento. Os poderes de coerção e de recompensa são pouco eficazes pois a pessoa coagida só fara aquilo na frente do detentor do poder e o da recompensa só agirá assim frente a recompensa, não há aprendizado. Ao meu ver, e acho que ao ver dos psicólogos também, o melhor poder é o de informação, pois lhes é passado a informação pelo detentor do poder, e a pessoa tira suas próprias conclusões dessas informações, ou seja, ela aprende o que é melhor e age da forma que ela julgou mais coerente com as informações.
Há também formas de persuasão, são elas o princípio do contraste (ex: você quer 10 reais, pede 1000 e a pessoa nega dizendo ser muito, então pede 10, que perto de 1000 é muito pouco e a pessoa lhe dá, você estabeleceu um contraste para conseguir o que queria), a regra da reciprocidade (você fez X pela pessoa, logo ela lhe fará Y porque você fez X por ela e ela deve isso a você) e a comprovação social (usa da pressão social, ou seja, nos adequamos aos outros pois não gostamos de ser diferentes, então os outros estão conosco fazendo isso, logo posso fazer).
Mudando de tópico e indo para as atitudes sociais, os nossos sentimentos prós e contra objetos sociais. Nós todos temos atitudes, que podem ser contra algo ou apoiando algo, ou seja, somos prós ou contra certas coisas. Segundo o texto, a atitude tem componentes, sendo eles o afetivo (sou pró ou contra), cognitivo (os pensamentos) e comportamento (prontidão para responder a atitude).
A verdade é que para que as atitudes sejam coerentes é preciso que o afetivo, cognitivo e o comportamento estejam seguindo a mesma ideia, ou seja, se sou comunista, penso como comunista, tenho afetividade como, devo me comportar como, seguindo as ideias comunistas. Há casos de pessoas que pensam no comunismo como o certo, tem afetividade, mas ao agir agem como capitalistas, ou seja, não há coerência. Assim, se não há coerência então a atitude daquela pessoa produziu um comportamento incompatível, incoerente com seus pensamentos.
Mudança de atitude, algo tão falado pelas pessoas na rua "a partir de hoje eu vou mudar isso". Pelo que vimos no texto, é complicado mudar atitudes, pois elas envolvem diversas questões do ser humano, seu afetivo, seus pensamentos, como a pessoa se comporta. O que compreendi é que, para conseguirmos mudar de atitude é preciso que nós mesmos criemos razões nossas para mudar de atitude. Por exemplo, eu fumo. Minha família quer que eu pare de fumar e me falam os males do fumo etc etc, não me convencem, não crio minhas próprias razões para parar de fumar. Posso até parar por um tempo para agradá-los ou para eles pararem de encher o saco, mas depois de um tempo posso voltar, porque não formulei isso na minha cabeça, aquilo não é meu, não sou eu quem quero mudar de atitude, estão querendo que eu mude, e eu só irei mudar de atitude verdadeiramente quando eu fizer essa vontade de mudança pessoal, ou seja, essa vontade seja verdadeiramente minha, eu veja motivos para tal mudança, se não não haverá mudança concreta.
A última perspectiva que vou comentar é a que pergunta: Por que somos agressivos e quando ajudamos os outros? Pra começar temos que definir agressão. Agressão é qualquer comportamento cuja a finalidade seja causar dano aos outros, ou seja, tem de haver intenção, segundo essa definição, pois se eu causei o dano a alguém mas não tinha intenção, ou se eu tentei causar danos mas não consegui a agressão não existiu.
Isso nos leva ao estudo de Milgram, que foi o texto de semana passada, onde as pessoas davam supostos  choques numa pessoa por erros cometidos por ela. A intenção ali ela corrigir, ao meu ver, não causar danos ao outro, assim a agressão não aconteceu. Isso de não ter havido agressão nesses casos me incomoda um pouco, e acho que incomodava a muitas pessoas, logo a psicologia definiu isso como "crimes de obediência". Crimes de obediência são atos condenáveis feitos em cumprimento de ordens de superiores, ou seja, soldados que mataram outros na guerra porque superiores mandaram, pessoas que matam/batem em alguém porque outro alguém mandou, podem não ter cometidos agressão pela definição, mas cometeram crimes de obediência, pois alguém por trás deles mandou que eles causassem danos a outros, eles obedeceram. Seria muito fácil se livrar da agressão  se usássemos ao pé da letra a definição dita anteriormente, mas ainda bem que alguém condenou esses atos pois se não tivessem definido, muitos alegariam não terem cometido agressões.
Mas é a agressividade, surge de onde? No texto vemos que é muito difícil atribuirmos a agressividade a um só fator. Eu concordo com isso, cada pessoa agressiva tem seus motivos para ser assim, seja o social, a influência, por gostar disso, por definição mental. A razão da agressividade em uma pessoa são várias, e se definir a agressividade em uma pessoa é complexo, definir a agressividade universalmente, ao meu ver, é impossível.
Agora passando para a parte de "quando ajudamos os outros?". Nós temos a ajuda altruísta (ajuda sem querer retribuição, é gratuita) e a ajuda na qual queremos algo em troca. Mas a ajuda aos outros, independente de ser altruísta ou não, sua ação depende se estamos sozinhos ou em grupo.
Quando estamos só temos uma maior tendência em ajudar, e isso é real, se pararmos pra analisar nossa vida, quando alguém está passando mal na sua frente, você vai lá e ajuda quase que imediatamente, liga pro SAMU, bombeiros, o que for, pois a sua ajuda pode salvar aquela pessoa, ou seja, por estar sozinho, a imagem de que só você pode ajudar te impulsiona a ajudar. Então estar só favorece a ajuda. Já quando estamos em grupo, ocorre um fenômeno chamado de difusão da responsabilidade, algo que não fazemos apenas quando alguém precisa de ajuda e sim no nosso dia a dia, ou seja, por terem muitas pessoas, a responsabilidade é difusa, ou seja, não é só minha, não depende de mim, eu jogo a responsabilidade pro outro. E se todos jogarem a responsabilidade pro outro acaba que ninguém age. Assim, é importante prestarmos atenção nisso, pois isso pelo menos me ensinou que, independente de estar só ou com alguém, é minha responsabilidade ajudar, se as circunstâncias permitirem, pois se eu não fizer, talvez ninguém faça e alguém sofreu danos porque ninguém teve a atitude de agir. Como a imagem ao lado diz, "atitude é uma coisas pequena que faz uma grande diferença.", e a falta de atitude também faz uma grande diferença, se pararmos pra pensar.
Se refletirmos sobre tudo que o texto disse, talvez nos tornemos pessoas mais dispostas a ajudar os outros, a entender e aceitar os outros, e se precisarmos influenciar alguém para o bem, já sabemos os melhores caminhos. Melhorarmos como pessoa é fundamental, e ao meu ver o texto me ajudou a ver alguns erros meus e tentar consertá-los, e sabendo a dificuldade da mudança na atitude, eu espero melhorar. E espero que quem o ler também pense assim. Logo, esse texto é de suma importância pois se ajuda a melhorarmos como seres humanos, ele tem grande valor.
REFERÊNCIA:
Rodrigues, A. (1992Psicologia social para principiantes:estudo da interação humanaRio de JaneiroVozes.

domingo, 10 de maio de 2015

Stanley Milgram e a obediência à autoridade.

O texto a ser comentado hoje fala sobre um experimento feito por Milgram, um professor de psicologia, o qual foi feito para verificar a obediência das pessoas à uma autoridade, e tentar traçar um perfil de pessoas que seriam desafiadoras e de pessoas obedientes.
O experimento foi feito de uma forma em que a pessoa que estava sendo testada não tinha consciência do real propósito do mesmo. A pessoa via um anúncio de um estudo o qual eles ganhariam uma certa quantidade de dinheiro para a participação no mesmo. 
A pessoa chegava numa sala, onde encontrava um moço vestido de jaleco branco, e após isso era apresentado a outra pessoa, que também faria parte do experimento. A pessoa era apresentada ao que acontecia, ou seja, o "pesquisador" dizia ao mesmo que um deles iria responder a perguntas e se errasse tomaria um choque que gradativamente iria aumentar de intensidade, e quem daria o choque seria a outra pessoa. 
O pesquisador era falso, e a outra pessoa que passaria pelo experimento também. Ambos eram dirigidos a uma sala, onde a pessoa que estava lá sem saber a realidade do estudo deveria colocar o outro "parceiro" de projeto numa cadeira de choque, onde essa pessoa seria amarrada na cadeira pela própria pessoa. Após isso, a pessoa que chegou ali por meio do anúncio era dirigida a uma sala que tinha um controle de choques, onde havia as voltagens desses choques. Essa pessoa fora instruída pelo pesquisador a fazer perguntas por um microfone para o parceiro. A medida que a pessoa ia acertando, nada ele sofria, mas no momento que ela errasse ela tomaria um choque, a princípio numa menor voltagem. Se voltasse a errar, outro choque com uma voltagem um pouco maior, e assim sucessivamente.
Assim, o experimento se iniciava. O problema é que, numa certa voltagem, a pessoa que estava tomando os choques começava a gritar de desespero, de dor, de agonia. A pessoa que estava aplicando os choques, provavelmente, ficaria relutante em continuar, mas o pesquisador afirmava que o estudo era sério e não causaria danos a pessoa que estava tomando os choques, e propunha que a pessoa continuasse o experimento. Ai é que esta o X da questão, a pessoa continuaria a aplicar os choques e ouvir a agonia da pessoa, ou seja, obedeceria à autoridade, ou enfrentaria o pesquisador e se negaria a continuar isso? Assim, ele dividiria as pessoas em obedientes e desafiadores.
Segundo é relatado, a porcentagem de 65% das pessoas continuou a aplicação de choques, mesmo com os gritos de horror da pessoa. Isso surpreendeu Milgram, o qual esperava na verdade o oposto, o mesmo acreditava que a maioria das pessoas se negaria a continuar com essa sessão de horror.
As pessoas, ao fim do experimento, passaram por uma entrevista para verificar o perfil das pessoas, e ver se os desafiadores teriam um perfil e os obedientes outro. Acontece que não houve padrão nisso. Além disso, nesse entrevista, lhes era revelada a real natureza do estudo, e mostravam que, os obedientes, fizeram uma pessoa sofrer tanto apenas porque alguém mandou. Eles ao final do estudo mostraram o parceiro de experimento, perfeitamente bem, pois o mesmo estava apenas fingindo dor naqueles gritos e desespero. E após expor os resultados os disseram que fora tudo encenação e que, na verdade, eles não tinham causado dano algum a pessoa. Muito fácil falar isso, depois de tal encenação tão real, ao meu ver, o dano/trauma causado nas pessoas obedientes já estava consumado.
A verdade é que, inicialmente podemos julgar essas pessoas por terem continuado o experimento, mesmo ouvindo a dor do outro, mas se pararmos pra pensar, teríamos certeza que, naquela posição, teríamos sido desafiadores?
No texto, temos uma mulher que não aguentou apenas ficar com essa dúvida, e procurou duas pessoas que participaram do experimento, uma que fora obediente e a outra que fora desafiadora. No fim da avaliação, ela acaba por perceber que, a pessoa que fora desafiadora, na sua vida não demonstrou tal posição, onde o mesmo serviu ao serviço militar, não sabe dizer se matou ou não alguém na guerra que participou, e ainda afirmou a ela que só foi desafiador porque ficou com medo de ter um ataque cardíaco com a pressão do experimento. E o que foi até o fim do experimento, na verdade mudou sua posição de vida por "culpa" do experimento, ou seja, ele viu que obedecer às autoridades o faria ter matado uma pessoa, e mudou sua perspectiva de vida a partir daí.
Isso nos faz pensar, é verdade que tal experimento é extremamente errado por mexer com os traços psicológicos das pessoas que participaram do mesmo, mas não podemos dizer que não fora relevante. Temos que nos colocar no lugar de Milgram, onde o mesmo acreditava que quase ninguém fosse chegar ao fim da aplicação de choques. Talvez ele não tenha medido a extensão do seu estudo, nem pro lado bom, que foi o moço que aprendeu com o erro feito no estudo, nem pro ruim, onde podem ter havido pessoas que sofreram com o resultado do estudo (proporcionar o sofrimento estridente de uma pessoa apenas por que alguém mandou).
A obediência cega dos obedientes no pesquisador podem ter acontecido por N motivos, ao meu ver não há como definirmos se foi pela história de vida da pessoa, se foi pela situação. Isso para mim vem como uma explicação para a ausência de perfil entre os obedientes e desafiadores, pois a atitude da pessoa naquele momento pode ter motivações completamente diferentes, mas na visão geral, ocasionaram a mesma coisa, a parada do experimento ou a continuação e obediência do mesmo. Como exemplo temos o caso do homem que apenas parou por medo de passar mal, mas podemos ter motivações como dó da pessoa que estava gritando de dor, entre outros motivos que podem existir.
Isso nos mostra que a questão de obedecer ou não as autoridades não têm uma explicação concreta e certeira, como o exemplo dos nazistas. Talvez eles tenham obedecido Hitler porque ele era uma autoridade e os fora ensinado que não se contesta autoridades, se cumpre o que elas mandam. Talvez o tenham obedecido porque concordavam com seu pensamento, ou porque todos estavam obedecendo, ou por medo de sofrerem consequências. Não há como julgarmos o porque da escolha das pessoas. Podemos e devemos repugnar a atitude de extermínio deles, mas fingir entender e justificar o porque da atitude deles em obedecer a uma pessoa que muitos, e inclusive eu, achamos ser louca por ter matado tantos sem remorso é muito complicado. 
A verdade é que a subjetividade dessa questão é muito grande e complexa pra mim. A subjetividade do ser humano me surpreende muito, e eu creio que jamais vai deixar de me surpreender, somos muito imprevisíveis para algumas coisas mas ao mesmo tempo previsíveis. É uma questão um tanto complicada.

REFERÊNCIA:
Slater, L.(2004) Mente e Cérebro. Rio de Janeiro: Ediouro 

domingo, 3 de maio de 2015

As avaliações baseadas na curva normal são as melhores pro aprendizado?

Hoje teremos a discussão se as avaliações educacionais que passamos ao longo da nossa vida acadêmica que são baseadas na curva norma são realmente as melhores pro nosso aprendizado. Teremos como base o texto que nos apresenta a avaliação baseada na curva de distribuição normal e na utilização de uma avaliação diferenciada, individualizada na Faculdade de Odontologia de Piracicaba.
A curva de distribuição normal é uma curva que nos mostra que a maioria tem tendência a se localizar na média, e minorias se localizam nas extremidades. Isso, na questão de ensinos e avaliações seriam ditas como: a maioria das pessoas ficam com notas medianas, e dois grupo se espalham nas extremidades, ou seja, uma minoria fica com notas baixas e a outra com notas altas.
A verdade é que a maioria das avaliações que passamos no decorrer de nossa vida é baseada nessa curva, sejam na escola, ou pro ingresso em universidades e instituições públicas. Assim, muitos das pessoas que formulam avaliações buscam essa curva normal nos resultados, onde a distribuição dos alunos seja assim feita. 
É completamente aceitável, na minha opinião, ter essa distribuição normal como foco das avaliações classificatórias/eliminatórias, pois é esse o objetivo das mesmas, é classificar as pessoas, para que os que tiveram melhor desempenho sejam beneficiados, mas claro que os conteúdos previstos para a provas devem ser coerentes com o que foi previsto. A diferença deve vir nas avaliações escolares e universitárias, pois essa distribuição não deveria ser um objetivo das avaliações, pois o foco alí é o aprendizado. Para o aprendizado na verdade os avaliadores deveriam querer que todos os alunos os quais eles ensinaram tivessem notas altas na avaliação. Isso seria mais facilmente alcançado se houvesse uma individualização dos alunos, e além disso o conteúdo deve ser passado de forma entendível, com auxílio para aqueles que tem dificuldade de acompanhar o tempo do professor, a prova deveria ser compatível com o que foi passado em sala, longe daquelas definições de prova difícil ou fácil, mas sim sempre ter uma prova coerente com o que foi passado em sala. Isso seria algo que, ao meu ver, seria viável atualmente, para melhorar esse foco no aprendizado.
No texto que fala da curva normal, é dito que o tempo do aluno deve ser respeitado, onde a avaliação deveria acontecer quando o aluno se sentisse preparado. Eu entendo essa afirmação, mas acho a aplicação da mesma muito complicada, pois temos pessoas que, quando a decisão de avaliação chegasse a suas mãos procrastinariam a mesma o máximo de tempo possível. Além disso, é bastante complicado conseguirmos isso porque não temos a estrutura e o conhecimento para essa adaptação ao tempo de cada um como um todo. Temos exemplos em que nos temos essa adaptação ao tempo de aprendizado dos alunos, o exemplo é das escolas públicas do DF, onde alunos com laudos médicos conseguem ter um acompanhamento individual, onde as professoras se esforçam para se adaptar ao tempo do aluno. Mas esse exemplo é numa escala pequena, de apenas alunos laudados, onde a execução dessa individualização pra todos alunos, ao meu ver, atualmente é inviável. É ideal, mas não é possível.

O segundo texto que esta sendo usado como base nos mostra uma turma em que há a individualização dos alunos, em que não há esse foco na distribuição normal para os resultados da avaliação. É visto nesse exemplo que o aprendizado através dessa individualização é beneficiado, pois lá o foco é que todos aprendam o conteúdo previsto, onde cada um foi avaliado no seu tempo, colocando a prova que realmente a individualização é melhor para o aprendizado. Eu concordo com isso, só não acho que temos, atualmente, a estrutura para mudar todo um sistema educacional que as pessoas já estão acostumadas por um novo, do dia pra noite. Temos alguns casos em que essa individualização é possível, como no exemplo que eu dei de alunos com laudos médicos, mas como é numa escala pequena é viável. 
Então, através dessas leituras, me abriu os olhos para o foco na aprendizagem, se as escolas e universidades estão realmente focando nisso, que é o mais importante. Além disso, no meu ponto de vista, a maior dificuldade dessa individualização requerida no primeiro texto e exemplificada com um caso real no segundo texto, seria se adaptar ao tempo do aluno, onde o mesmo poderia escolher quando ser avaliado. Eu acho que ter uma data prefixada pras avaliações, onde o aluno sabe quando será avaliado e deve sentir a necessidade de aprender o conteúdo até antes daquela data, pode ajudar no aprendizado. A adaptação ao tempo próprio de cada um da forma que é descrita no texto dois seria ideal, mas como na nossa realidade a dificuldade em respeitar isso é muito difícil, essa prefixação da avaliação tem sucesso, mas apenas se o aluno tiver meios de sanar dúvidas e apoio no aprendizado, pois sabemos que todos tem seu tempo de aprendizado, e isso seria um meio de ajudar quem tem um tempo mais lento.
Assim, para melhorar o aprendizado dos alunos é importante sair dessa necessidade de distribuir os resultados das pessoas numa distribuição normal, querendo assim que todos aprendam os conteúdos de forma completa, pensando nas pessoas com individualidade, sabendo que cada um tem um ritmo de aprendizado diferente, onde devemos dar meios para as pessoas terem oportunidades mais justas de aprendizado, adaptando esses meios a viabilidade, pois não adianta criarmos meios perfeitos de aprendizado se a aplicação a nossa realidade é muito complicada.

Referência:
Dib, C.Z. (2002) Afinal, o que você efetivamente mede quando sua avaliação é referenciada pela distribuição normal? Boletim informativo do instituto de Física da USP. http://www.if.usp.br/bifusp/bifold/bif0218.htm
Moraes, A. B. A. ; Vieira, R. C. ; Valvano, M. . (1981) Aplicação de um curso programado e individualizado na Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Revista da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, 35, 498-508.

domingo, 26 de abril de 2015

A ascensão do determinismo neurogenético.


O texto a ser comentado hoje é "A perturbadora ascensão do determinismo neurogenético", escrito por Steven Rose. 
No texto ele nos mostra o quanto os avanços na neurociência se dão com extrema rapidez, onde os neurocientistas se desdobram para dar sentido e explicação a essas descobertas rápidas nessa época da história que esta sendo conhecida como "Década do Cérebro". Nessa era, estamos tendo descobertas marcantes. Esta imergindo aqui a neurogenética, que busca identificar os genes que afetam o cérebro e o comportamento das pessoas, dando uma causa, e se precisar que os modifiquem, assim conseguir. Isso se dá porque a neurogenética se diz capaz de explicar as situações do cotidiano e modificá-los se for necessário. 
Foi dito no texto que o que somos e sentimos pode ser dado por causas externas, onde as ciências sociais explicam, ou internos, que devemos buscar explicações na neurogenética, ou seja, na biologia para encontrar soluções para aquilo que nos incomoda. 
A verdade é que, para que a explicação dos fenômenos humanos seja plausível, ela deve levar em conta essas duas dimensões objetivas, externas e internas, e ainda a subjetividade que envolve as pessoas. Isso ao meu ver é o mais certo, pois nada é explicado apenas objetivamente, mas também não é apenas subjetivo, a verdade é que varia, em alguns talvez a causa seja objetiva, em outros a causa da ação tenha sido pela sua subjetividade. Assim, penso um pouco diferente do que os deterministas neurogenéticos pensam, onde eles dizem que até pode haver a subjetividade, mas que em ultimas instâncias a causa é biológica. Ao meu ver isso varia de pessoa pra pessoa, a causa é variável.
Esses deterministas neurogenéticos ditam uma relação de causalidade entre o gene e o comportamento das pessoas. Exemplo: o homem é homossexual porque possui um gene pra isso, a pessoa é depressiva porque possui um gene para isso, a pessoa é violenta porque possui um gene de violência, entre outras predisposições genéticas. 
Muito se busca saber sobre o porque das pessoas serem violentas, procura da causalidade essa que acho correto procurarmos, porque muito do que acontece no mundo me parece inexplicável, e se alguém conseguisse me dizer o porque daquilo seria esclarecedor, e seria importante também para saber prevenir que aquilo repetisse. Houve um pesquisador que disse que a violência estava ligada ao gene, mas, focalizou o estudo na classe trabalhadora pegando apenas alguns crimes relacionados a violência. Eu concordo totalmente com o autor do texto no momento em que ele cita que o cientista que fez esse estudo o fez de forma precária, pois o mesmo só focou numa classe, com poucos tipos de violência, pois, como foi dito no texto, muitos casos de violência não são assim denominados e se o fossem teriam alterado completamente o resultado. 
A verdade é que, explicar o porque da violência é muito complicado, reduzi-la a uma causa ou algumas causas me parece complicado demais, pois muito é dito sobre a criação da pessoa, mas vemos muitas pessoas que usam suas dificuldades como motivação, entre outras coisas, é um tema que com certeza gera dúvida, e por isso, quando alguém tenta reduzi-la a uma causa, acaba sofrendo represálias pelas dúvidas que essas causalidades geram nas pessoas. No próprio texto, o autor diz que é complicado resumir a agressividade a algo no cérebro como causa, isso pode ter influenciado a sua atitude agressiva, mas não necessariamente é a causa, definir a causa é muito complexo, eu não consigo ver ninguém definindo a causa da agressividade e violência das pessoas com certeza, me parece algo quase que impossível, por poder surgir de inúmeros fatores.
No texto é dito que não existem genes para os olhos verdes, castanhos, quem dirá para características tão subjetivas, e é uma questão de lógica isso. Se algo que é apenas expressão do nosso dna e, normalmente, não muda no decorrer da nossa vida não pode ser explicado apenas por um gene, porque algo que é afetado por várias outras coisas seria. A neurociência nos é muito importante, através dela vemos a predisposição a algumas doenças, vemos o que cada área pode alterar na nossa vida, mas as interpretações de suas descobertas devem ser olhadas mais de perto, e questionadas com mais firmeza, pois muitas pessoas tomam como verdade o que esses especialistas dizem, sem nem questionar, sendo que as vezes, essas interpretações foram equivocadas. Ao se interpretar as descobertas da neurociência, deve-se sempre explicitar a importância da subjetividade da vida das pessoas também, pois isso influência nas expressões de vida das pessoas, ai sim será possível chegar mais perto das explicações do porque as pessoas são como são, ou do porque possuem tal doença. 

Rose S. A. (1997) perturbadora ascensão do determinismo neurogenético. Ciência Hoje, 21, 18-27. 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Sobre ser são em lugares insanos.

O texto a ser comentado hoje é um texto que se baseou em uma pesquisa de Rosenhan, onde ele investigou a capacidade dos psiquiatras em identificar a diferença entre pessoas "sãs" e as "insanas", no ano de 1972. Nessa pesquisa, ele fez com que 8 pessoas "sãs", ele incluso, fossem a diferentes hospitais psiquiátricos alegando estarem ouvindo uma voz dizendo "tum", mas todo o resto dito seria verdade. Ele utilizou essa palavra porque, segundo o que foi dito no texto, não havia registros de alucinação auditiva com essa palavra. Além disso, os ensinou conseguir fingir tomarem os remédios, caso fosse necessário.
Os registros da pesquisa não são muito completos, mas foi visto que, mesmo mostrando apenas um sinal de alucinação, Rosenhan e os outros 7 foram internados, um como psicótico maniaco e os outros com esquizofrenia. Assim que receberam o diagnostico e foram internados, eles já alegaram não ouvir mais a voz e relataram as situações reais e "normais" de suas vidas. Mas mesmo assim eles ficaram bastante tempo internados, na média 17 dias, onde o que ficou menos tempo ficou 7 dias e o maior tempo de internação foi de 52 dias.
Os relatos do que acontecia nos locais de internação chocaram a sociedade naquela época, pois foi demonstrado um descaso com os pacientes mentais naquele local o qual deveria cuidar deles. Rosenhan diz que sentia que os pacientes eram tratados como indignos de importância, invisíveis, onde os enfermeiros não os notavam, não se importavam se estavam ou não tomando remédio desde que se comportassem, e aqueles que os incomodavam poderiam ser espancados, sem motivos aparentes.
Nas terapias que eles tiveram de fazer nas internações, eles contaram suas histórias reais, e apesar disso, suas histórias foram meio que adaptadas para o diagnostico previamente dado a eles. Isso é dito por ele, porque, se alguém denominado normal as contasse seria completamente comum, mas como era um louco, aquilo era história de vida de louco, que contribuiu pra sua loucura.
O interessante pra mim, foi quando ele disse que os ditos insanos, os de verdade e não os que fingiram ser para a pesquisa, perceberam que ele não era insano, que ele provavelmente era um professor ou alguém que investigava o hospital. Isso chega até a ser engraçado, pois eles que não tem formação acadêmica alguma conseguem identifica-lo, mas os profissionais não conseguiram. Ao meu ver, talvez isso tenha acontecido por medo de a pessoa ter algum problema, mas como não possui muitas alucinações além da voz dizendo tum, preferem prevenir a arriscar a pessoa ter um surto. Pra mim, não cabe apenas apontar o dedo aos psiquiatras naquela época, até porque as doenças mentais, até hoje, são muito difíceis de serem diagnosticadas com certeza, deve-se analisar mais a fundo, não sei de que forma, mas é o mais certo. Mas a verdade que temos é que as doenças mentais são reais, e são perigosas muitas vezes, por essa dificuldade de diagnostico, então pode ter sido um erro interná-los, mas naquele momento, os psiquiatras podem ter ficado com medo de perder uma vida ou que a pessoa perdesse sua sanidade e tentaram ajudar.
Concordo com o que foi dito no estudo, que o diagnóstico não fora realizado na pessoa, mas no contexto do seu diagnóstico, que os rótulos determinam como vemos as coisas e pessoas, isso talvez aconteça pela nossa natureza humana, onde criamos pre-conceitos das coisas e tudo o que vemos acaba por nos confirmar aquela primeira impressão. Mas é necessário investigar o fato descrito no estudo mais a fundo e de perto para se ter uma conclusão concreta do porque os psiquiatras os internaram e mantiveram lá por tanto tempo, mesmo sem demonstrarem mais alucinações.
A autora do texto refez o teste de Rosenhan, e mesmo sem possuir outros sintomas além daquela palavra tum, recebeu receitas de anti-depressivos e psicóticos. Novamente pra mim, isso apenas confirma o receio dos psiquiatras em liberar uma pessoa que não possui muitas características de doença mental, mas que possa ter a possibilidade de apresentar algum problema mental.
Isso é algo muito difícil e complicado para se julgar e dizer que os psiquiatras erraram feio ou algo do tipo, os problemas mentais são de difícil diagnostico. Os médicos são formados para curar e salvar a vida das pessoas, aquela atitude talvez precipitada de internação e receita de medicamentos seja uma forma de evitar perder vidas e não dar brecha aos males que podem atingir as pessoas. É obvio que foi um erro internar pessoas normais por tanto tempo, mas elas alegaram algo que intrigou os psiquiatras, que, novamente, pelo medo de perder um paciente, optaram por tratá-los sem conhecimento pleno do seu problema, mas tudo com a intenção de cuidar deles. A falta de caridade com os doentes na internação, o descaso e as agressões sim são problemas gravíssimos que devem ser combatidos de todo jeito, mas isso, creio eu, não está ligado a profissão alguma, mas sim a falta de caráter e compaixão das pessoas, isso deve ser trabalhado desde berço e por toda a sociedade pois é totalmente inadmissível, acima de tudo deve ser punido e corrigido pois, independente de quem somos e o que temos merecemos respeito acima de tudo.

REFERÊNCIA:
Slater, L.(2004) Mente e Cérebro. Rio de Janeiro: Ediouro

sábado, 11 de abril de 2015

Uma outra visão sobre a Hipnose.

Hoje eu vou falar sobre a hipnose, usando dois textos que abordam esse tema. A verdade é que os textos mudaram bastante minha visão da hipnose, pois a visão de hipnose que eu tinha era aquela mistica, mágica, onde as pessoas imitavam animais e faziam coisas bizarras e engraçadas, e depois não tinham nem a capacidade de lembrar o que tinham feito, ao ouvir falar em hipnose eu pensava num show, espetáculo, algo assim. E na verdade, a hipnose não tem nada a ver com isso, um dos textos já começou quebrando meus paradigmas, dizendo que tudo o que a pessoa que esta sendo hipnotizada fez na hipnose ela faria consciente, e disse ainda que ela se lembraria de tudo depois do fim da hipnose, coisas que eu, no meu "conhecimento" jamais acreditaria.
A aplicação da hipnose e seu sucesso depende de vários motivos, desde quem conduz a hipnose, até as característica da pessoa que está sendo hipnotizada, assim, seria necessário estudar mais a mesma para se ter um conhecimento de como ela funciona a fundo e poder usa-la para melhorar o dia a dia das pessoas, porque pra mim esse é o intuito das pesquisas, é melhorar o cotidiano das pessoas, porque se não ajudar nessa melhora não tem sentido pra mim.
Eu entendi a importância da hipnose quando num dos textos foi mostrada a capacidade dela de controlar o cérebro, e esse controle do cérebro faz com que a pessoa "ative" ou "desative" áreas do cérebro, onde foi descoberto que podem chegar até a substituir as anestesias clínicas, pois através desse controle, consegue-se atingir as partes do corpo onde elas podem ser anestesiadas. Isso é algo muito surpreendente pra mim, pois eu conheço pessoas que têm alergias a anestesia, não tem conhecimento desse poder da hipnose, ou seja, nunca tentaram passar por esse processo para ver se funcionaria com elas e acabam passando por procedimentos cirúrgicos sentindo a dor da cirurgia. Outro exemplo é o da pessoa que utiliza a hipnose para entender problemas que ela tem, buscando entender o que causou o mesmo, e as sessões podem "voltar no passado", coisas do subconsciente da pessoa, que ela não se recorda conscientemente, mas que afetam o modo de agir dela. A partir do momento em que a pessoa entende o momento chave da vida dela que faz com que ela haja de forma X, ela tem a possibilidade de trabalhar nisso.
Em um dos textos, temos o caso da Suzanna, uma mulher que estava passando por uma crise, por vários motivos como traição do marido, afastamento do emprego por dores físicas, entre outros motivos, que fizeram a mesma chegar na conclusão de que ela não merecia ser amada. Esse pensamento, ligado as dores físicas, como a fibromialgia que a afastou do trabalho e agravou sua crise, a tornou a pessoa sem esperanças que ela se mostrava. Ela havia frequentado diversos médicos para tentar sair dessa tristeza e também curar/amenizar as dores físicas, e ela relatou, ao aceitar usar a hipnose e ser assistida durante esse processo, que nada melhorava nenhuma de suas dores, físicas ou internas. Isso segundo ela, acontecia também porque ela não era ouvida, os profissionais apenas queriam lhe medicar e não ouvir sua história do porque ela chegou até ali.
Ao ouvir da pesquisa dos poderes da hipnose, ela aceitou passar por isso e se ofereceu ao pesquisador para tentar melhorar sua saúde, pois ela já não tinha esperanças de melhora, e estava ali dando uma oportunidade de tentar novamente. Nesse processo, acontece que, através da hipnose e das sessões onde ela era ouvida pela pessoa que conduzia a sessão, e onde essa pessoa que conduzia, a mostrava também que a vida dela tinha coisas a se orgulhar, fazendo ela ver que a mesma só estava focando no negativo da vida dela, ela disse que, após as sessões, as suas dores diminuíram 90%, e foi visto que, após alguns dias de sessões, ela mostrou uma mudança de atitude, onde agora ela se mostrava muito mais positiva, reparando nas coisas boas que existem na vida dela, assim, ressaltando o poder da hipnose bem feita. E a Suzanna também percebeu o poder da hipnose, tanto que, quando ela perdeu um parente e viu que suas dores estavam voltando, ela mesma começou a tentar praticar a hipnose pra afastar qualquer possibilidade de suas dores voltarem naquela intensidade. Isso me fez perceber o poder da hipnose, porque pra uma pessoa que estava descrente em superar ou diminuir as dores tanto físicas quanto emocionais, conseguir esse sucesso através da hipnose é algo a se admirar muito.
Eu já conhecia a hipnose, só não tinha o conhecimento de que isso era hipnose, por ter preconceitos sobre o tema, como exemplo na série de Criminal Minds (ou Mentes Criminosas, como algumas pessoas conhecem) eles utilizam muitas vezes sessões de hipnose, o que pra mim jamais seria hipnose, para ajudarem vítimas de crimes que tiveram suas memórias de crimes ou eventos importantes corrompidas, ou entender aquilo que possa ser a causa de algumas dificuldades que a pessoa tem na vida adulta. Anexei aqui um vídeo do doutor Spencer Reid, um dos agentes do programa, onde ele quer recuperar memórias da infância que o perturbam, pois houve a morte de uma pessoa e ele quer saber o que aconteceu, pois pelo trauma no momento ele não conseguia se lembrar. Este vídeo nos mostra um pouco como é uma sessão de hipnose, a verdadeira hipnose. (O vídeo está em inglês e não possui legenda, eu não achei o mesmo legendado nem dublado, mas vale a pena ver por mostrar o que acontece numa sessão, visualmente.) 
https://www.youtube.com/watch?v=e-XGNbo-uYA

REFERÊNCIA:
Fraga, I. (2010) hipnose fora do palco, Ciência Hoje, 276, 20-27


Neubern, M. S. (2009) Hipnose e dor: proposta de metodologia clínica e qualitativa de estudo. PsicoUSF, 14, 201-209. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A patologia do tédio e o novo sentido do tato.

Hoje falaremos de dois textos, um deles chamado a patologia do tédio e o outro o novo sentido do tato. Iniciaremos pelo texto que fala sobre a patologia do tédio.

É dito como fato no texto que a maioria dos organismos para de responder a estímulos com uma repetição muito grande, e isso pode ser visto facilmente no nosso dia a dia, onde as pessoas que têm um trabalho monótono perdem a vontade de fazê-lo, se aborrecem com ele. Isso é totalmente normal porque nós evitamos ficar em monotonia. 
O texto nos mostra um estudo onde eles pagaram algumas pessoas para fazer nada num quarto, sozinhos, deitados por alguns dias onde eles tinham seus sentidos de tato, audição e visão comprometidos, mas tinham acesso a comida e banheiro normalmente. Essas pessoas entraram no experimento pensando usar esse tempo para pensar na vida deles, mas eles relataram sentir um bloqueio, uma dificuldade de raciocínio por culpa desse isolamento. Os pesquisadores fizeram três testes onde o resultado da maioria o desempenho dos estudados foi perturbado.
Nos testes, um deles o qual chamou minha atenção foi o que eles ouviram um áudio afirmando a existência de fantasmas, e, por influência do isolamento, depois de ouvi-lo eles demonstraram medo de ver fantasmas no quarto, não é dito se eles acreditavam ou não em fantasmas, mas a meu ver, o isolamento alterou tanto a percepção de realidade que até aqueles que não acreditavam em fantasmas ficaram com medo por manterem aquele áudio na cabeça e começarem a imaginar coisas. Outra parte do relato das pessoas que ficaram isoladas que me chamou a atenção foi eles afirmarem que, depois de um tempo confinados, eles começaram a ver imagens e alucinações tanto visuais quanto auditivas, e que chegavam até a interagir com eles. Eu nunca imaginaria que o tédio era capaz de fazer com que seu corpo fizesse você ver/ouvir coisas pra suprir aquela necessidade de sair da monotonia que ele não suporta mais, é algo surpreendente pra mim, porque eu já associei alucinações com diversas coisas, mas com o tédio nunca tinha imaginado. 
Passando para o segundo texto, eu o considerei mais interessante do que o primeiro, ele chamou muito mais minha atenção do que o do tédio, pois eu acho que o que foi descoberto nele seria mais enriquecedor para a sociedade e mais aplicado ao cotidiano do que o primeiro, na minha opinião. Esse texto fala do novo sentido do tato. Primeiramente, ele me abriu os olhos para a importância do tato na nossa vida, onde muitas vezes nos não prestamos atenção ao tanto que ele é importante, e o tanto que ele pode ser eficiente na ajuda a pessoas que possuem outros sentidos comprometidos. 
O texto nos mostra o estudo da NASA que desenvolveu um macacão táctil, que explora as reações do tato para salvar a vida de pilotos militares, evitando que os mesmos não percam a localização no espaço, ou seja, que eles saibam se estiverem voando pra cima, ou se aproximando do chão etc, onde ele toca certas partes do corpo para que o piloto se atente ao deslocamento do avião, pois é visto que o tempo de reação do tato é duas vezes mais rápido que a visão, e poderia salvar vidas. A verdade é que, a importância da experiencia pra mim nem foi muito nessa parte de desenvolvê-la para pilotos, mas sim para que ela se desenvolva para ajudar aqueles que possuem limitações em outros sentidos nossos, como por exemplo aqueles que tem problemas de visão. Isso seria um avanço enorme para eles pois, se esse macacão os avisasse de obstáculos, de localização no espaço em que eles estão andando seria um algo a mais pra independência deles, porque por mais que muitos que possuem essa necessidade sejam independentes ao caminhar, isso seria um algo a mais para aqueles que não se sentem seguros a andar por ai sozinhos, até porque, as nossas estradas e caminhos públicos que todos temos que usar são bastante complicadas para quem tem todos os sentidos aguçados, quem dirá para aqueles que possuem limitações. Se o mesmo for desenvolvido para eles, eu acho que seria de uma importância enorme, pois é algo que ajudaria no cotidiano deles consideravelmente ao meu ver.

REFERÊNCIA:
Heron, W. (1977) A patologia do tédio. Psicobiologia: as bases biologicas do comportamentoRio De Janeiro: LTC. 
SchropeM. (2001). O novo sentido do tatoNew Scientist2 de Junho, 30-33.